
Viaje ao amor eterno, às montanhas de Marte, ao interior de uma esferográfica, à cabeça de Freud, à mente de uma barata. Os contos de Os Chinelos de Raposa Polar, com a marca da originalidade e do estranhamento, provocam o fascínio da imaginação. Sinfonia Em Três Tempos Para a Imaginação O tempo é protagonista desta nova experiência literária do escritor Luís Giffoni.Depurados na medida exata, temperados com ironia e dotados de atmosfera mordaz, os contos de Os Chinelos de Raposa Polar conjugam a temporalidade em três vertentes que se mesclam através de ondas pretéritas, presentes e futuras. Cronos rege astuta sinfonia de misturas. E, sob sua batuta, a estranheza toma conta do manancial de histórias de Giffoni, inventor laborioso. Primeiro entra em cena a mitologia. Afrodite e Adônis podem ter uma relação muito especial com cadeiras de balanço, enquanto toda a atmosfera mítica está presente nas entrelinhas de vários contos. É no tempo presente que Luís Giffoni constrói hercúlea engrenagem a partir do experimento com a linguagem. Os finais de seus textos arrebatam os leitores. Ele sabe manejar o clímax como poucos . Um dos textos mais preciosos do livro, Ars Gratia Artis dialoga com um clássico marginal da literatura, Do Assassinato Como Uma Das Belas-Artes, de Thomas Quincey, ao narrar a saga de um artista plástico serial killer, apaixonado por espasmos mortais, últimos suspiros. E os suspiros aparecem na odisséia tão brasileira de Núbia, empregada para toda obra, acometida de estranhas alucinações verbais. Há uma certa fixação por comida, presente ainda em dois outros contos. No primeiro deles, A Maior Iguaria do Universo, repleta de humor negro, descobre-se conspiração de ETS que transformam terráqueos em tira-gostos. No outro, Têtes de Coq aux Fines Herbes de Provence, uma viúva metida a besta rica encara um prato que lhe traz uma recordação fatal. Um clima crescente e perturbador desperta os estranhos que habitam em nós, ávidos leitores por histórias que instiguem e não sejam meros depósitos de entretenimento. Dessa maneira Giffoni não tem medo de pôr em cena um colecionador de miniaturas de viajantes espaciais, um velho que acredita em duendes, um Deus-Prozac, dois curiosos contumazes (Brothero e Orvélio), veneno hirônico destilado nos Big Brothers da vida. E, é claro , os tais chinelos de raposa polar. Quer saber mais? Mergulhe fundo e reze para sair ileso de tão fantástica leitura. Alécio Cunha "Os Chinelos de Raposa Polar nos apresenta um mestre do conto de imaginação motivada pelo futuro e de linguagem atualizada pelos avanços da tecnologia. Ciência e arte se abraçam em textos ora líricos, ora dramáticos, ora festivos, ora irônicos. Um contista de raros recursos, Luís Giffoni." Fábio Lucas Estado de Minas "Contos e crônicas de quem conhece as palavras e as trata com respeito. Giffoni se faz presente de novo na ficção brasileira com dois bons livros." Nelson Vasconcelos - O Globo "Contos com as mais diversas questões que envolvem o ser humano e o ofício de escrever." Fabiana Pinho - Jornal do Brasil "Os contos que compõem Raposa Polar têm méritos consideráveis e um deles é o de conseguir prender o leitor com suas tramas." Whisner Fraga - rascunho "Uma sugestão: se tiver pouco tempo, não comece a ler Os Chinelos de Raposa Polar, pois são tão envolventes que o leitor não consegue parar até chegar ao final." Virgínia Boa Morte - Minas Gerais "O autor procura liberar a imaginação fértil e cria seus contos fantásticos e explora bem o aspecto surrealista da existência humana." Hugo Pontes - Jornal da Cidade "Minas não pára de produzir talentos em todas as áreas. Luís Giffoni, um dos mais premiados escritores mineiros, lançou mais dois ótimos livros - Os Chinelos de Raposa Polar(contos) e Riscos da Eternidade(crônicas)." Tostão - Coluna do Tostão - Estado de Minas.