
Himalaia, Andes, Sierra Nevada.
Amazônia, Nepal, Patagônia, Ladakh.
Taj Mahal, Teotihuacán, Pashupatinath.
Denpasar, El Chaltén, Cidade do México.
Retalhos do Mundo leva-nos ao redor da Terra numa viagem em que culturas, história, geografia, pessoas e situações inusitadas se mesclam num texto leve e ágil.
Com bom humor e senso de observação, Luís Giffoni revisita lugares por onde andou, de grandes centros urbanos a cafundós em três continentes.
Conta-nos como é a falta de ar no Karakoram acima de quatro mil metros de altitude e em Los Angeles durante o smog. Testemunha a morte de escaladores no Annapurna. Quase morre durante uma nevasca perto do monte Whitney. Mergulha na beleza do mar de Bali. Acompanha mateiros no miolo da Floresta Amazônica. Resgata tradições de astecas, indianos, norte-americanos, chilenos e argentinos. Mostra o fatal encontro com uma tribo desconhecida de índios. Atravessa os contrafortes das Torres del Paine, do monte Fitzroy e do Cerro Torre. Compara comportamentos. Relembra livros e autores. Experimenta cardápios exóticos.
Retalhos do Mundo revela a diversidade da Terra e do ser humano - e convida o leitor a participar de algumas aventuras.
Comentários:
Giffoni, em suas crônicas, inscreve-se na linguagem da literatura dos viajantes, ao percorrer partes do mundo cuja natureza, costumes, língua, história, religião, arte, ciência e tecnologia ainda são desconhecidos por grande parte do homens.
Dos locais visitados, Índia, Indonésia, Nepal, Estados Unidos, México, Chile, Argentina e Brasil, muitos exigem grande dose de coragem, um espírito aventureiro e, sobretudo, a curiosidade dos escritores que buscam o inusitado. Tudo isto dá uma dimensão do extenso universo cultural do escritor que, ao trazer o mundo até o leitor, expande seu repertório de conhecimento nos mais diversos campos do saber.
Camila Diniz
Caderno Pensar - Estado de Minas
As crônicas trazem aventuras como a oportunidade de assistir a um show do então iniciante Jim Morrison, em 1967, da banda The Doors, em Los Angeles, a peripécia de vender uma rifa ao ator Paul Newman, o risco de visitar lugares em que a vida está sempre por um fio, por motivos políticos ou relativos à natureza, com em Leh, na Caxemira Oriental, perto da divisa da Índia com o Paquistão, ou em Bali.
Júlio Assis
Magazine - O Tempo
Giffoni não é um turista, e sim alguém que viaja à procura de entender o outro, de estender a mão ao que lhe é diferente.
Luiz Ruffato
Prosa & Verso - O Globo
As viagens de Giffoni trazem à tona personagens e lugares onde reinam o inusitado e o exótico, revisitados pelo estilo sempre irônico e bem-humorado do autor.
Não são meros relatos de viagens, mas narrativas mergulhadas no universo absolutamente reflexivo, onde o humano, demasiado humano, sempre dá suas caras, mesmo escondido nos lugares mais estranhos, insólitos ou recônditos.
Alécio Cunha
Caderno Cultura - Hoje em Dia