
Um helicóptero explode sobre São Paulo. Morrem o homem mais rico do Brasil e sua filha. Acusado pelo crime, o genro do bilionário foge. Enquanto busca provar sua inocência, enfrenta um labirinto que o leva dos Estado Unidos à Itália e do Caribe a Luxemburgo. Diante do mundo globalizado, A verdade tem olhos verdes mostra como a realidade pode ser enganadora.
A verdade tem olhos verdes
O romance A verdade tem olhos verdes, de Luís Giffoni, seduz quem se aventura por suas páginas. Dos ícones do mundo atual a antigas buscas filosóficas, de Nova York a Luxemburgo, do azul do Caribe ao cinza no centro de São Paulo, dos requintes de bilionários à indigência de um sitiante, do esnobismo intelectual na universidade de Harvard ao semi-analfabetismo de uma socialite, por estes e outros labirintos o enredo nos conduz à multiplicidade humana. Com fina ironia, o autor constrói o retrato de uma espécie que oscila entre extremos.
Ao explodir o helicóptero em que o sogro viajava, o narrador mata, também a mulher e o filho. Vencido pela culpa, descobre que sua bomba jamais detonou - uma outra, misteriosa destruiu a aeronave. Na caçada que se segue, perseguidor e perseguido disputam a primazia do aniquilamento. Enquanto investiga a tendência do cérebro para criar modelos lógicos, a história gera tensão que culmina na surpresa final.
Um livro que pode ser lido em diversos níveis, A verdade tem olhos verdes revela um autor maduro. Entre seus méritos está o de explorar as possibilidades inerentes ao romance, à procura de palavras que valham por muitas imagens. O resultado é uma leitura prazerosa.
Cabe aqui uma pergunta: por que o título relaciona a verdade a olhos verdes, estereótipos da falsidade? Fique atento, leitor. A sedução é o caminho mais curto para o abismo onde mora o substrato de todas as vidas, em todos os tempos. A realidade, musa diáfana de filósofos e escritores, pode ser muito enganadora.
"A escrita de Luís Giffoni capta com destreza o submundo do colarinho branco, numa narrativa que prende o leitor."
Letícia Malard - O Globo
"Luís Gifffoni reverteu a lógica para tentar provar que as palavras valem mais do que as imagens. E conseguiu".
Adriano Macedo - Caderno Fim de Semana - Gazeta mercantil
"Luís Giffoni revela toda a excelência de sua escrita em seu novo romance - A verdade tem olhos verdes".
Clara Arreguy - Estado de Minas
"O resultado é desconcertante, surpreendente, como se estivéssemos num carrossel, perseguidos por um fotógrafo lambe-lambe...".
Luiz Carlos Maciel - O Escritor
"Um dos principais ficcionistas da cena brasileira contemporânea, Giffoni, ao tentar desvendar as engrenagens súbitas que formam o ser humano, constrói um romance polifônico e hábil, fruto de peculiares inteligência e sagacidade."
Alécio Cunha - Hoje em Dia
"Com nomeação enxuta, em alguns momentos ríspida, noutros cheio de humor, é narrado o percurso de homens poderosos, que acabam perdidos no labirinto por eles mesmos construído".
Lígia Cademartori - Correio Braziliense